O político moçambicano Venâncio Mondlane foi ouvido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em Maputo no âmbito do inquérito ao homicídio do seu advogado, Elvino Dias, e esclareceu que não houve retirada da sua imunidade como membro do Conselho de Estado, apenas uma autorização para ser ouvido como declarante. A Procuradoria da Cidade de Maputo pediu autorização ao Conselho de Estado para a audição, após o advogado ter sido assassinado a tiro em outubro de 2024, no centro da capital — ataque que também vitimou Paulo Guambe, mandatário do PODEMOS. O Conselho de Estado aprovou, em março, o levantamento de imunidade de Mondlane e de Albino Forquilha, a pedido do Tribunal Supremo, para efeitos de audições no processo. Mondlane afirmou que os cinco processos-crime relacionados com as manifestações pós-eleitorais já foram remetidos ao Tribunal Supremo, nega as acusações de incitamento e instigação ao terrorismo e diz estar disponível para ser julgado. A decisão sobre o levantamento de imunidade não teve divulgação pública detalhada.