Michelson de Pina, natural da Ribeira da Barca, Santa Catarina (Santiago), encontrou na venda de peixe um meio de sustento, identidade e realização pessoal. Cresceu numa família ligada às pescas — o avô pescador e a avó peixeira — e aprendeu cedo a atividade ao lado dela. Apesar de o comércio de peixe ser tradicionalmente dominado por mulheres, Michelson afirma-se com confiança e diz ter sempre recebido reconhecimento da comunidade, o que reforçou a sua motivação. Reconhece os desafios e as oscilações do negócio, mas garante que a atividade lhe proporciona estabilidade e sentido de vida, pelo esforço diário. Apela aos jovens a valorizarem qualquer trabalho honesto como ponto de partida e não esperarem por oportunidades externas, defendendo que o trabalho só é indigno quando não é feito com empenho e responsabilidade.