Em Washington, durante o Diálogo Ministerial das reuniões de primavera do Banco Mundial e do FMI, o vice‑primeiro‑ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, defendeu a criação de um piso mínimo de concessionalidade que tenha em conta a vulnerabilidade climática dos países, e não apenas o rendimento per capita. Alertou que financiamentos em condições quase comerciais podem agravar a fragilidade económica de Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento perante secas, tempestades e choques externos. Propôs também que a reestruturação da dívida externa seja usada como instrumento de crescimento e apelou à mobilização de recursos internos e da diáspora — por exemplo através de obrigações da diáspora, fundos de resiliência e mecanismos de blended finance —, alinhando o financiamento internacional com estratégias nacionais de prosperidade climática.