Um editorial alerta para sinais de retrocesso democrático em Cabo Verde e exorta os eleitores a votarem nas eleições marcadas para 17 de maio. O texto compara a situação com vitórias cívicas na Hungria e na Polónia, advertindo que propostas como a reabilitação de lógicas de partido único, a normalização de discursos de milícias, práticas de polícia política, a imposição de reformas agrárias e o recurso a tribunais de zona representam um projeto de regressão. O editorial sublinha que a democracia cabo-verdiana foi construída com esforço e que só se preserva através de um voto consciente e massivo, apresentando o sufrágio como um dever cívico para travar qualquer tentativa de autoritarismo.