A Amnistia Internacional alertou para o risco de que o Mundial de 2026 — a disputar nos Estados Unidos, Canadá e México entre 11 de junho e 19 de julho — se torne uma ameaça aos direitos humanos de adeptos, jogadores, jornalistas e comunidades locais. No relatório "A Humanidade Tem de Vencer", a organização aponta para políticas de imigração abusivas, operações de segurança militarizadas e restrições à liberdade de reunião e expressão como fatores que podem expor milhões de pessoas a detenções arbitrárias, rusgas, discriminação e violência. A Amnistia cita medidas que já impedem a entrada de cidadãos de países como Costa do Marfim, Haiti, Irão e Senegal nos Estados Unidos e sublinha dificuldades de visto sentidas, entre outros, por cabo‑verdianos. A organização pede à FIFA e aos Estados anfitriões a publicação de planos de direitos humanos das cidades-sede e a garantirem proteção abrangente a adeptos, trabalhadores, jornalistas e residentes, apelando ao fim de detenções em massa, caraterizações étnicas e fiscalização arbitrária de imigrantes. A Amnistia integra a Sports & Rights Alliance, que exige cooperação entre a FIFA e os países organizadores para mitigar riscos.