Um júri federal decidiu que a Live Nation, proprietária da Ticketmaster, operou como um monopólio ilegal, numa batalha judicial que reúne o Departamento de Justiça e 40 procuradores-gerais estaduais. A empresa, formada pela fusão entre promotora e plataforma de bilhética em 2010, domina a venda de bilhetes e a gestão de espaços, o que, segundo os autores da ação, sufoca a concorrência e inflaciona taxas cobradas a clientes e artistas. Como parte de um acordo com o DOJ, a Live Nation já foi condenada a pagar 280 milhões de dólares e a desinvestir em pelo menos 13 espaços, permitindo a sua reserva por promotores concorrentes. Durante o julgamento surgiram mensagens entre funcionários — Ben Baker e Jeff Weinhold — que a empresa classificou como “conversas informais”. O juiz Arun Subramanian terá de decidir as medidas corretivas, que podem incluir soluções estruturais mais severas, como o desmantelamento parcial da empresa; os próximos passos ainda não são claros.