O LinkedIn registou uma redução de cerca de 20% nas contratações desde 2022, mas a empresa rejeita que a inteligência artificial seja a causa principal, afirmou o responsável global pelos assuntos institucionais e jurídicos do grupo, Lawit. Segundo o executivo, os dados da rede, que agregam informação de mais de mil milhões de utilizadores, não mostram impacto evidente da IA na diminuição das ofertas de emprego ou numa maior perda de oportunidades para jovens licenciados face a profissionais mais experientes. Lawit apontou antes para o aperto das taxas de juro como fator mais provável da contração do mercado laboral. Ainda assim, alertou para uma rápida mudança nas competências exigidas: segundo o LinkedIn, o conjunto de competências médias mudou 25% nos últimos anos e poderá atingir uma alteração de 70% até 2030, com a generalização da IA a transformar funções mesmo quando não há troca de emprego.