O artista plástico cabo-verdiano Zélito Barbosa destacou o papel da rede cultural Sete Sóis Sete Luas no reforço do intercâmbio entre ilhas e no crescimento da dinâmica artística nacional, mas alertou para as dificuldades no consumo de arte e na valorização das obras. Em declarações à Inforpress na Casa da Bandeira, em São Filipe, explicou que este ano optou por não integrar a programação das festas do município e seguiu a agenda da rede, tendo já exposto na Brava e no Maio. Barbosa tem prevista uma nova mostra para 4 de maio no Centro Sete Sóis Sete Luas, na Ribeira Grande (Santo Antão), e revelou estar a construir um monumento em homenagem ao migrante, a instalar junto a uma rotunda perto da esquadra policial. O artista apelou à qualificação técnica das obras, à redução dos custos de produção e ao reforço de residências artísticas e formação de jovens para garantir continuidade no panorama artístico cabo-verdiano.