O surto de ébola que afeta a região da África Central alargou-se a Uganda, onde as autoridades confirmaram dois novos casos, elevando para nove o total de infetados e mantendo um óbito confirmado. Na República Democrática do Congo (RDC) as agências internacionais reportam mais de 130 casos confirmados e pelo menos 18 mortes, com dezenas a serem ainda investigadas. A estirpe identificada em Uganda é a Bundibugyo, que tem uma taxa de mortalidade estimada entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o risco como elevado na África Subsariana e apelou ao reforço das medidas no terreno, destacando dificuldades no rastreio de contactos, insegurança e insuficiências nos sistemas de isolamento em províncias congolesas como Ituri, epicentro do surto. As autoridades apelam à vigilância: sintomas como febre súbita, vómitos ou hemorragias devem ser comunicados rapidamente para aumentar as hipóteses de sobrevivência.

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