O procurador‑geral da República, José Landim, alertou na Cidade da Praia para a morosidade judicial como um dos principais desafios do sistema de justiça, defendendo o reforço de mecanismos de justiça consensual (plea bargaining) para crimes menos graves, sem pôr em causa direitos fundamentais. No seminário "Justiça Consensual Penal/Plea Bargaining", Landim destacou esforços do Ministério Público na promoção de transações, suspensão com regras de conduta e arquivamentos em casos adequados, e citou estatísticas do ano judicial 2024/25: 13.846 processos decididos, 13.558 recebidos e uma taxa de resolução de 102,1%. O Governo definiu como meta reduzir o tempo médio de decisão para 18 meses, enquanto o procurador sublinhou a necessidade de meios estatais para cumprir prazos constitucionais e responder à crescente complexidade criminal.