O médico e ex-candidato presidencial Gilson Alves foi detido pela Polícia Judiciária, no decorrer do cumprimento de um mandado emitido pelo Ministério Público, depois de ter sido localizado em Santo Antão e transferido para São Vicente, onde se encontra preso. A detenção segue uma entrevista difundida pela Televisão de Cabo Verde em que Alves, acompanhado por quatro homens encapuzados e armados, anunciou nova candidatura e proferiu ameaças contra juízes, procuradores e polícias, defendendo a instauração de um regime autoritário e a pena de morte para “corrupção”. O Ministério Público aponta-lhe alegados crimes relacionados com posse de arma e formação de quadrilha. A peça jornalística está a ser alvo de averiguação pelo Conselho Regulador da ARC, que abriu processo para apurar responsabilidades da TCV. Alves já tinha sido condenado em 2025 a quatro anos e dez meses de prisão com a execução suspensa por quatro anos, sentença que pode impedir a sua participação em cargos públicos; mantém recurso em curso. Fontes locais e institucionais confirmam os factos, sem indicação pública de novas diligências ou de uma acusação formalizada até ao momento.