As relações entre os Estados Unidos e a África do Sul deterioraram-se desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, escalando com acusações públicas do presidente norte-americano de um alegado “genocídio” da maioria negra contra a minoria branca na África do Sul — afirmações rejeitadas pelo Governo de Cyril Ramaphosa. O gelo diplomático intensificou-se com medidas como o fim de programas de ajuda norte-americanos, um programa de asilo dirigido a sul-africanos brancos, e a alegada pressão dos EUA sobre Paris para excluir a África do Sul da cimeira do G7 em Evian. A mudança sul-africana para laços mais próximos com os BRICS, e a histórica proximidade do ANC a Moscovo, tornam a relação mais complexa. Pretoria levou Israel ao Tribunal Internacional de Justiça por alegado genocídio em Gaza, e Washington apresentou objeção formal. Analistas prevêem pouco espaço para reconciliação enquanto Trump mantiver a política atual.