Os ministros das Finanças de Portugal, Alemanha, Espanha, Itália e Áustria enviaram a 3 de abril uma carta ao comissário europeu Wopke Hoekstra a pedir a criação de um imposto sobre os lucros extraordinários das empresas do setor energético, nos moldes das medidas aprovadas em 2022. Os cinco governantes argumentam que, face às actuais distorções do mercado e às pressões orçamentais, a Comissão Europeia deve desenvolver rapidamente um instrumento de contribuição a nível da UE, assente «numa base jurídica sólida». A proposta visa financiar medidas temporárias de apoio aos consumidores e travar a subida da inflação sem onerar os orçamentos públicos. Os ministros sugerem ainda que seja avaliada a inclusão dos lucros obtidos no estrangeiro por petrolíferas multinacionais, de forma mais dirigida do que na proposta de 2022. No texto recordam-se as intervenções de 2022 — que previam uma taxação de 33% dos lucros excessivos dos combustíveis fósseis e um limite para os lucros das produtoras de eletricidade com custos baixos — e assinala‑se que a actual subida dos preços do petróleo, associada a tensões geopolíticas, reforça a necessidade de uma resposta comum.