O antigo presidente da Câmara da Brava, Orlando Balla, classificou como acto de “vingança” e reflexo do receio da concorrência política as acusações que atingem o ex-autarca Francisco Tavares, o ex-secretário municipal Andrezito Varela e um empreiteiro local. Em publicação na sua página oficial, Balla defendeu a inocência dos visados e apelou a uma reação pública dos apoiantes. O Ministério Público apresentou no Tribunal da Comarca da Brava, a 27 de fevereiro de 2026, uma acusação que inclui tráfico de influência, peculato, abuso de confiança, falsificação de documentos e violação das regras de contratação pública. Foram aplicadas medidas de coacção aos três arguidos: proibição de saída do país, apresentações semanais às autoridades, prestação de caução e proibição de contactos entre eles. Balla afirmou confiar que a investigação conduzirá à absolvição dos arguidos e qualificou o empreiteiro como “vítima de circunstância”.