Desde novembro de 2025 que construtores na ilha do Sal enfrentam falta de brita e cimento, situação que tem provocado atrasos e paralisações em várias obras. Um grupo de profissionais, representado pelo mestre de obras Vitorino da Graça e pela proprietária Carmen Silva, acusou a CIMPOR de privilegiar clientes que compram grandes quantidades — inclusive através da internet — deixando pequenos consumidores sem acesso regular aos materiais. Denunciam noites passadas à porta das instalações na tentativa de compra e prejuízos financeiros devido a compromissos com mão de obra e fornecedores. A CIMPOR respondeu por e-mail que os constrangimentos se devem a dificuldades na cadeia marítima internacional nos últimos dois meses e a intervenções de manutenção na pedreira que reduziram a produção de agregados; a empresa garante estar a estabilizar o fornecimento e prevê o regresso à normalidade nas próximas semanas. As fontes divergem sobre a origem do problema: os utentes apontam práticas comerciais da empresa, a CIMPOR invoca razões logísticas e operacionais.