A Associação Santuário dos Macacos de Cabo Verde alerta para uma situação crítica marcada por maus-tratos, falta de legislação e perda de habitat, e rejeita o abate como solução. O presidente, Gricha Lepointe, estimou em observações de campo entre 3.000 e 4.000 macacos no arquipélago, mas lamentou a ausência de dados oficiais e apelou a um estudo científico. A organização, criada em 2021, propõe a criação de santuários e áreas protegidas — apontando Ribeira Grande de Santiago como potencial projeto-piloto — e defende um quadro legal de proteção, gestão sustentável das populações e reforço da educação ambiental. Voluntários desenvolvem ações de monitorização, disponibilização de água e alimentos e sensibilização junto das comunidades para reduzir conflitos com agricultores.