Cabo Verde assinalou o Dia Mundial de Luta Contra o Paludismo com uma mesa‑redonda na Praia que juntou autoridades, parceiros internacionais e sociedade civil para debater medidas de prevenção e consolidar a vigilância pós‑eliminação. O país, certificado pela Organização Mundial da Saúde como livre de paludismo em janeiro de 2024, não registou casos autóctones no primeiro trimestre de 2026, mas as autoridades — incluindo o ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, e a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima — alertaram para o risco de importação de casos devido à mobilidade de pessoas, às alterações climáticas e à presença do mosquito vector. Foram reforçados apelos a uma resposta multissectorial que inclua saneamento, controlo vetorial, monitorização de portos e aeroportos, diagnóstico precoce e comunicação rápida de casos, no âmbito de um plano pós‑eliminação em implementação.