A Coreia do Norte repudiou uma resolução das Nações Unidas que condena violações sistemáticas e de longa duração dos direitos humanos no país, classificando o texto como uma "grave provocação política" e acusando a ONU de politização e de aplicar "dois pesos, duas medidas". Em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, Pyongyang evocou os massacres no Médio Oriente para questionar o foco da comunidade internacional. A resolução foi adoptada em Genebra e teve a co-patrocinação da Coreia do Sul, numa decisão que Seul assumiu como gesto de reconciliação apesar de ter ponderado abster-se. A Relatora Especial da ONU para a Coreia do Norte, Elizabeth Salmon, afirmou que a situação dos direitos humanos no país não melhorou na última década. Organismos internacionais e ONGs documentam abusos como execuções públicas, trabalho forçado e restrições severas à informação externa.