Um grupo de professores aposentados em 2023 e 2024, reunido na Praia, denunciou a exclusão do novo Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR), que consideram criar desigualdades na carreira e prejuízos salariais significativos. Os docentes dizem ter participado em todas as fases da reivindicação que levou ao novo regime e afirmam ter recebido garantias de inclusão até julho de 2024, mas o diploma acabou por abranger apenas aposentados a partir de 2025. O porta‑voz António Silveira alertou para perdas mensais estimadas entre 30 mil e 40 mil escudos por professor, devido à não aplicação de progressões, promoções e actualizações salariais. O grupo, que identificou pelo menos 26 casos na ilha de Santiago — número que poderá passar de cem a nível nacional — apelou ao ministro da Educação, Amadeu Cruz, e aos ministérios das Finanças e da Administração Pública para abrir um diálogo e encontrar uma solução, admitindo avançar para outras formas de luta caso não haja resposta.