Num texto sobre a história dos partidos em Cabo Verde, o autor afirma que o PAICV nasceu em 1981, como resultado de uma divisão violenta do antigo PAIGC binacional, e recorda que, até 1990, não existia legislação sobre partidos ou oposição no país. O autor contrasta esse passado com a experiência do Movimento para a Democracia (MpD), que descreve como um partido de matriz democrática onde a adesão e a saída são livres, permitindo a cisão e a fusão sem estigmas de traição. O texto refere perseguições e exílios de dirigentes que se demitiram do PAIGC no final da década de 1970 e diz que muitos regressaram ao MpD após saírem. O autor identifica‑se como fundador do MpD, afirma ter saído do partido em 1999 e apresenta como previsível a continuidade do MpD no poder por mais cinco anos. A peça assume cariz opinativo e contesta leituras alternativas sobre a génese dos partidos em Cabo Verde.

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