Um artigo divulgado em Cabo Verde alerta para a proliferação de letras que, na opinião do autor, recorrem a linguagem sexual explícita, expressões misóginas e conteúdos homofóbicos, e questiona a ausência de mecanismos de regulação. O texto liga a qualidade das canções à identidade cultural e aponta um paradoxo: enquanto se exige ordem noutros contextos, resiste-se à sua aplicação na esfera musical e nas plataformas digitais. O autor exige uma intervenção de entidades como a SCM e a SOCA e defende medidas para proteger crianças e espaços públicos sem, contudo, regressar a modelos de censura autoritária. A peça compara a alegada permissividade na música com a degradação urbana e apela ao equilíbrio entre liberdade de expressão e respeito pelos direitos alheios.