Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da OPEP e da aliança OPEP+, decisão que liberta o país do regime de quotas e lhe permite aumentar a produção de crude. Especialistas ouvidos dizem que, no imediato, o efeito sobre a oferta e os preços será limitado devido às restrições logísticas causadas pelo fecho do Estreito de Ormuz e pelos ataques às infraestruturas no Golfo. O ministro da Energia dos Emirados, Suhail Al Mazrouei, justificou a escolha como oportunamente calculada para não pressionar o mercado enquanto persistirem essas limitações. Economistas e analistas, como António Costa Silva e Ricardo Marques, afirmam que a saída é também uma manobra política para reforçar a posição dos Emirados na região face à Arábia Saudita e que os impactos só poderão surgir a médio e longo prazo, quando a normalidade nas exportações for restabelecida e a capacidade de escoamento aumentar.

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