A Kepler Communications lançou, em janeiro de 2026, o que descreve como o maior cluster de computação orbital: cerca de 40 processadores Nvidia Orin instalados em 10 satélites, interligados por comunicações a laser. A empresa canadiana conta já com 18 clientes, entre os quais a startup Sophia Space, que irá testar o seu sistema operativo proprietário em seis GPUs distribuídos por duas espaçonaves. A Sophia trabalha em computadores espaciais com refrigeração passiva — uma solução que pode contornar um dos maiores obstáculos aos centros de dados em órbita. A Kepler posiciona-se como fornecedor de infraestrutura para aplicações no espaço, com serviços de rede e processamento para satélites, drones e aeronaves, e prevê que o valor inicial venha do processamento de dados junto à fonte (edge), especialmente para sensores exigentes como radares de abertura sintética. A empresa já demonstrou ligações a laser espaço‑ar e tem clientes governamentais; especialistas consideram, porém, que centros de dados em larga escala na órbita só deverão surgir na década de 2030.