A família de Domingos Simões Pereira denunciou a manutenção do antigo presidente da Assembleia Nacional Popular em prisão domiciliária há cerca de 150 dias, sem acusação formal ou decisão judicial. Em carta aberta, o irmão Dionísio Simões Pereira afirma que o opositor está sujeito a vigilância armada, restrições à vida familiar e impedido de receber advogados e o seu médico pessoal, o que, segundo o colectivo de defesa, coloca em risco a sua assistência médica. Familiares e advogados classificam as medidas de abusivas e ilegais, inserindo o caso num alegado padrão de detenções arbitrárias e eliminação de vozes críticas, e apelam à intervenção da comunidade internacional e de organismos de direitos humanos. O documento invoca a Declaração Universal dos Direitos Humanos e decisões de organizações regionais e internacionais, pedindo a libertação imediata, a restituição dos direitos civis e políticos e o regresso à atividade pública.