O Governo japonês anunciou em março de 2026 uma estratégia para desenvolver um sector doméstico de «inteligência artificial física» e ambiciona captar 30% do mercado global até 2040. A iniciativa surge num contexto de diminuição da população activa e de crescente necessidade de manter a produtividade, que tem acelerado a adopção de robotização em fábricas, armazéns e infra‑estruturas críticas. O Japão já ocupa uma posição forte na robótica industrial — fabricantes japoneses representavam cerca de 70% do mercado global em 2022 — e grandes grupos como a Toyota e a Honda, juntamente com startups, estão a colaborar para reforçar a competitividade internacional. As políticas governamentais e a aceitação cultural da robótica são apontadas como factores que facilitam a transição para maior automação, destinada a mitigar a escassez de mão de obra e a sustentar a actividade económica.