O cirurgião vascular Norton de Matos, com mais de 40 anos de experiência e especialista em transplantes, criticou a classe política cabo-verdiana por não promover políticas de transplante renal, que considera a melhor terapia para doentes renais e uma forma de reduzir custos e melhorar qualidade de vida. Há oito anos que visita Cabo Verde semestralmente, por iniciativa da Cooperação Portuguesa e do Ministério da Saúde, para tratar acessos vasculares e fístulas em doentes em hemodiálise. Segundo a fonte, existem cerca de 300 doentes renais em tratamento no arquipélago e um número insuficiente de cirurgiões vasculares. Norton de Matos rejeitou a ideia de comércio ilegal de órgãos, afirmando que as doações provêm de cadáveres, familiares ou amigos, e disse estar cansado de sensibilizar o Governo para a adoção do transplante como solução mais eficaz.