Seis funcionários de saúde foram detidos em Moçambique, nos distritos de Muembe e Mandimba, por alegado desvio de medicamentos das unidades públicas, com especial incidência em antimaláricos vendidos a farmácias privadas. As detenções, anunciadas pelas autoridades locais, surgem num contexto de reforço das medidas de segurança nas unidades de saúde, após também terem sido reportados desvios de bolsas de recolha de sangue. O caso acompanha uma vaga de ações do Governo contra o contrabando de fármacos, que incluiu em janeiro a condenação de uma técnica de farmácia em Sofala por furto agravado. O ministro da Saúde, Ussene Isse, reiterou a política de "tolerância zero" ao contrabando, enquanto os administradores distritais apontam centros de saúde específicos como pontos frequentes de desvio.