Especialistas lusófonos defendem maior divulgação e investigação sobre a doença falciforme, uma condição genética do sangue já detetável pelo teste do pezinho em Portugal. A enfermidade, que deforma os glóbulos vermelhos e provoca dor intensa, anemia e lesões em órgãos, é cada vez mais frequente em Portugal e noutros países, nomeadamente devido ao crescimento das taxas de natalidade em alguns PALOP. Guilherme Queiroz, investigador do ISGlobal e da Universidade de Coimbra, alertou para a negligência desta patologia nas políticas públicas e citou artigo da Lancet que a classificou como a doença global mais negligenciada. Fundada em 2023, a rede Alua pretende colmatar lacunas, promovendo conteúdos científicos em língua portuguesa e investigação na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o objetivo de fortalecer diagnóstico, tratamento e cuidados integrais.