O presidente da FNEDU, Alector Timas, alertou que a juventude cabo-verdiana está “impaciente” com a morosidade institucional e a burocracia, que travam o empreendedorismo e o desenvolvimento de startups. A posição decorre da publicação do artigo “A Geração Que Não Espera”, que reconhece os progressos do país nas áreas da educação, saúde e tecnologia, mas aponta a lentidão administrativa como principal obstáculo à participação efectiva dos jovens nas decisões públicas. Timas apelou a um novo pacto intergeracional, à aceleração da digitalização de processos e à maior transparência na gestão da dívida, para evitar a fuga de talentos. O alerta foi lançado na Praia no contexto das comemorações dos 50 anos da independência, e sublinha a necessidade de instituições mais ágeis e canais reais de inclusão juvenil.