O Parlamento israelita aprovou, em 30 de março de 2026, um projeto de lei que permite a aplicação da pena de morte a palestinianos condenados por tribunais militares por ataques com mortes. O texto, promovido pelo ministro da Segurança Nacional Itamar Ben‑Gvir, foi aprovado por 62 votos contra 8 e autoriza os tribunais militares a impor a pena capital sem o consentimento formal do Ministério Público, prevendo enforcamento no prazo de até 90 dias após a sentença. A lei aplica‑se à Cisjordânia ocupada e inclui disposições que permitem exceções e a punição de cidadãos israelitas em casos específicos. Organizações de direitos humanos em Israel, a Autoridade Nacional Palestiniana e Estados europeus manifestaram forte oposição, qualificando a norma de discriminatória e contrária ao direito internacional. A Associação para os Direitos Civis em Israel apresentou uma petição na Justiça exigindo a anulação da lei.