Microsoft, Google e Meta estão a investir em centrais a gás natural junto dos seus centros de dados no sul dos Estados Unidos para garantir fornecimento energético destinado a suportar operações de inteligência artificial. A Microsoft trabalha com a Chevron e a Engine No. 1 num projecto no Texas que pode chegar aos 5 GW; a Google anunciou uma parceria com a Crusoe para uma central de 933 MW; e a Meta acrescentou sete centrais ao seu complexo na Louisiana, elevando a capacidade ligada ao site para 7,46 GW. As operações concentradas em regiões com grandes reservas de gás respondem à procura crescente por potência elétrica, mas têm provocado escassez de turbinas e subida acentuada de custos, com estimativas de aumento dos preços da eletricidade até 195% face a 2019. Analistas e fontes avisam que essa dependência de centrais a gás pode transferir riscos para outros sectores e para a sociedade em caso de rutura de abastecimento, sobretudo em cenários de invernos rigorosos.