Trabalhadores dos Correios de Cabo Verde, falando sob anonimato por receio de represálias, denunciaram alegados favorecimentos políticos em concursos internos. Segundo as queixas, várias colocações terão beneficiado pessoas ligadas ao Movimento para a Democracia (MpD), enquanto funcionários com vários anos de serviço ficaram de fora e candidatos com poucos meses foram admitidos. É apontada parcialidade na condução dos processos, com referências ao dirigente Isidoro Gomes, e irregularidades como a inclusão de nomes irrelevantes nas listas finais e a ausência de critérios claros. Os funcionários manifestam desmotivação, criticam o incumprimento de promessas como a atualização do PCCS e o pagamento do 15.º mês, e exigem investigação e maior transparência nas seleções internas.