Cerca de 50 congressistas norte-americanos assinaram uma carta enviada a Donald Trump a exigir o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro a Cuba, considerando que a política de «pressão máxima» das últimas seis décadas falhou e está a agravar uma crise humanitária na ilha. A missiva, encabeçada pelos líderes da minoria no Comité de Relações Exteriores da Câmara, Gregory Meeks, e no subcomité do Senado para o Hemisfério Ocidental, Tim Kaine, alerta para apagões, escassez de combustíveis e o colapso de infraestruturas que estão a afetar hospitais e grupos vulneráveis. Os signatários rejeitam qualquer intervenção militar e oferecem-se para colaborar numa mudança de abordagem. A diplomata Lianys Torre Rivera, chefe da missão de Cuba nos EUA, saudou a iniciativa e pediu uma revisão das políticas norte-americanas. Em paralelo, um grupo de antigos estudantes e bolseiros cabo-verdianos publicou um manifesto de solidariedade com o povo cubano, criticando o bloqueio e as novas medidas que restringem o acesso a bens essenciais.