Mais de um ano após surgirem denúncias de alegadas irregularidades na Associação Cabo-verdiana de Pessoas com Deficiência (ACD), o conflito entre o ex‑presidente Bernardino Gonçalves e a atual direção, liderada por Joana Almada, mantém‑se sem conclusões definitivas. Em fevereiro de 2025 vieram a público acusações de uso indevido de verbas, gestão irregular da tesouraria, maus tratos a funcionários e práticas arbitrárias durante a liderança de Gonçalves, que foi destituído em julho de 2025. O ex‑presidente afirma que, nove meses depois, não foram apresentadas provas formais nem movidas ações judiciais que sustentem as acusações e que a auditoria da Inspeção‑Geral das Finanças tem sofrido atrasos devido à falta ou desconformidade de documentação. Em contrapartida, a direção atual repudia as afirmações de Gonçalves, acusando‑o de boicote, uso indevido de plataformas institucionais e de promover uma campanha de desinformação, e garante que tomará os meios legais necessários para defender o nome da associação. O processo está ainda marcado por ações judiciais paralelas: Gonçalves apresentou queixas por difamação e a legalidade de uma Assembleia Geral Extraordinária foi impugnada em tribunal.