O bastonário da Ordem dos Médicos Cabo-Verdianos, Francisco Amado, apelou na abertura do V Simpósio Científico-Cultural, na Praia, à «exigência científica» e à mobilização prática da diáspora médica como pilares para transformar o sistema de saúde de Cabo Verde. Defendeu a criação de uma cultura de qualidade e segurança do doente assente em protocolos, auditorias, formação contínua e responsabilização institucional, e sublinhou a necessidade de mais investigação e de dados para guiar decisões. Amado afirmou que a valorização dos médicos — para além da componente remuneratória — é condição indispensável para garantir qualidade assistencial e inovação. O bastonário instou ainda a uma cadeia coerente de políticas que inclua ensino, treino, investigação e avaliação, e considerou a diáspora uma reserva estratégica de conhecimento a integrar de forma prática. O V Simpósio reúne profissionais nacionais e da diáspora para debater integração, oncologia, segurança do doente, erros hospitalares e formação médica.