Faleceu a 15 de maio de 2026, em Portugal, António Manuel Fernandes, conhecido artisticamente como Nanuto (por vezes grafado “Nanutu”), saxofonista angolano de 68 anos, vítima de doença. Referência da música instrumental angolana e da Lusofonia, Nanuto acompanhou artistas como Tito Paris e Nando da Cruz ao longo de várias décadas e gravou com Tito Paris nos álbuns Dança ma mi criola e Graça de Tchega. Natural do bairro do Sambizanga, em Luanda (1957), iniciou a carreira na década de 1970 e especializou-se no saxofone após passar pela bateria e clarinete. Emigrou para Portugal em 1991, onde aprofundou a formação musical e colaborou com nomes como Luís Represas, Bonga e Paulo Flores, além de acompanhar internacionalmente artistas como Pablo Milanés. Entre os seus discos destacam-se Marés (1996), Kizofado (2000) e Gato Vijú (2021). A sua morte suscitou sentidas mensagens de pesar no meio musical; Tito Paris recordou-o como “saxofonista gigante” e companheiro de mais de 30 anos. Em julho de 2025 foi condecorado pelo Presidente João Lourenço pela contribuição à cultura angolana.