O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu esta terça-feira ao Conselho de Segurança a reabertura imediata e sem discriminações do estreito de Ormuz, argumentando que a passagem segura é um imperativo económico e humanitário. Guterres alertou para o impacto económico e social da interrupção da navegação, iniciada em março depois de ataques envolvendo Washington e Telavive ao Irão, que já afetou a segurança energética, o abastecimento alimentar e o comércio global. Por aquele corredor marítimo passam cerca de um quinto do petróleo mundial, um quinto do gás natural liquefeito e quase um terço dos fertilizantes, disse o responsável, sublinhando o risco de uma crise alimentar que penalizaria sobretudo países mais pobres e pequenos Estados insulares. O secretário-geral lembrou ainda a situação de mais de 20 mil marinheiros e de mais de duas mil embarcações comerciais impedidas de navegar, e apelou ao apoio dos Estados-membros para a estrutura de evacuação de emergência proposta pela Organização Marítima Internacional. Guterres citou a Iniciativa dos Cereais do Mar Negro como exemplo de que acordos práticos podem reabrir corredores essenciais mesmo em contexto de conflito, e apelou ao respeito pela Carta da ONU e pela Convenção do Direito do Mar.

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