Yanjun Xu foi extraditado pela Itália para os Estados Unidos e encontra-se detido em Houston, acusado de integrar uma campanha de ciberataques atribuída ao grupo Hafnium a favor do governo chinês. O Departamento de Justiça norte-americano afirma que Xu trabalhava como contratado do Ministério da Segurança do Estado da China e, juntamente com o co-conspirador Zhang Yu, terá visado universidades dos EUA no início de 2020 para roubar investigação sobre a COVID-19. Os promotores também imputam-lhe a exploração de falhas em servidores Microsoft Exchange a partir de março de 2021, parte de uma operação que terá comprometido dezenas de milhares de entidades. As autoridades americanas dizem que Xu esteve ligado à empresa Shanghai Powerock Network, acusada de realizar hacking para Pequim. A Embaixada da China em Washington não respondeu a pedidos de comentário e, segundo o Financial Times, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês contestou a extradição, afirmando que os EUA "fabricam casos". Xu foi detido em Itália no ano passado a pedido das autoridades norte-americanas; o processo segue agora nos tribunais de Houston.

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