O inspetor‑geral da Inspeção Geral das Actividades Económicas (IGAE), Paulo Monteiro, alertou para o risco de entrada massiva de equipamentos contrafeitos da seleção nacional de futebol e pediu que a fiscalização se concentre nas alfândegas, sobretudo nos aeroportos e nos portos da Praia e de São Vicente. Monteiro sublinhou que, uma vez ultrapassada a fase de entrada no país, é muito mais difícil controlar a circulação desses produtos e defendeu uma ação coordenada entre IGAE, alfândegas, forças policiais e outras entidades. O responsável apontou limitações logísticas da IGAE para armazenar grandes quantidades apreendidas e adiantou que será promovido um encontro entre a Federação Cabo‑verdiana de Futebol e entidades fiscalizadoras para definir uma estratégia conjunta, incluindo contato com produtores estrangeiros. Referiu ainda que, dado o tempo de transporte entre a Ásia e Cabo Verde (cerca de dois meses), ainda existe margem para reforçar os controlos antes da chegada de eventuais produtos ilegais, num contexto de procura acrescida devido ao Mundial 2026.