Doze trabalhadores, na sua maioria pescadores angolanos, estão há meses retidos a bordo do navio Novo Ruivo, atracado no porto do Mindelo, em São Vicente. O armador, de bandeira portuguesa, diz pretender vender a embarcação e afirma ter um comprador, mas o processo ainda não foi concluído, deixando sem solução o pagamento dos salários em atraso e a saída dos tripulantes da ilha. Fontes divergem sobre a duração exacta da falta de remuneração: a ITF denunciou oito meses sem pagamento, enquanto representantes locais referem cerca de um ano de salários em dívida. O embaixador de Angola em Cabo Verde e o capitão dos Portos do Barlavento acompanham o caso; os pescadores têm recebido apoio básico e contacto consular regular, mas permanecem a viver no barco com documentos retidos pelo armador. A ITF apelou a negociações para um acordo coletivo que proteja tripulações estrangeiras em embarcações de capitais europeus.

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