O jurista Casimiro de Pina anunciou a sua candidatura à Presidência da República nas eleições de Novembro e apelou ao reforço das instituições democráticas. Na mensagem divulgada nas redes sociais, o ex-candidato de 2021 pediu o apoio de «sectores moderados e lúcidos» do Movimento para a Democracia (MpD), da UCID e de outros movimentos cívicos que se identifiquem com a Constituição de 1992. Casimiro de Pina criticou a direção do MpD, acusando-a de afastar-se dos valores da democracia constitucional e de ter silenciado vozes críticas, e apontou decisões do Executivo — como as comemorações do centenário de Amílcar Cabral — como sinais de concentração de poder. Advertiu contra a «tentação totalitária» e apelou ao «não» aos defensores da «democracia revolucionária». O candidato afirmou estar pronto para disputar a eleição contra o atual chefe de Estado, José Maria Neves, e reivindicou experiência e disponibilidade para «dar uma réstia de esperança» ao sistema político cabo-verdiano.