O Banco de Cabo Verde (BCV) prevê um abrandamento do crescimento económico em 2026, condicionada pela moderação do consumo privado, fraco investimento e pela desaceleração do turismo, embora as previsões variem entre 4,5% e 5,0% conforme as fontes. Em 2025 o PIB cresceu 6,3% e a inflação média anual subiu para 2,3%; o banco central espera 2,7% de inflação em 2026, antes de desacelerar para 1,8% em 2027. O relatório destaca custos crescentes de transporte e energia, e alerta para riscos adicionais caso as tensões geopolíticas pressionem os preços do petróleo. Apesar do abrandamento, as contas externas e as reservas fortaleceram-se — as reservas líquidas situaram‑se em torno de 1,06 mil milhões de euros, cobrindo cerca de 8,8–9 meses de importações — e as finanças públicas passaram para um superavit. Dados do INE revelam ainda consolidação do tecido empresarial: 18.600 empresas activas em 2024 (+2,2%), faturação de 430 milhões de contos (+12%) e 94.470 trabalhadores nas empresas (+4,8%). O BCV manteve as taxas de juro de referência e sublinha a resiliência mas alerta para vulnerabilidades externas.

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