Representantes da comunidade cabo-verdiana residente em São Tomé e Príncipe apelaram a maior inclusão no processo eleitoral de Cabo Verde e pediram o reforço das ligações com o arquipélago, durante declarações à Inforpress. Os emigrantes denunciaram constrangimentos no acesso à informação, no recenseamento eleitoral e na mobilidade para comparecerem às mesas de voto nas legislativas de 17 de maio. Pessoas ouvidas, como Natália Neves (71 anos) e Lourença Sanches (60 anos), descrevem uma ligação permanente a Cabo Verde e expectativas de que o próximo Governo aposte no emprego, na saúde e no apoio às famílias. A comunidade, estimada em cerca de três mil pessoas no arquipélago, defendeu também a criação de voos diretos entre os dois países, apontando impactos na aproximação familiar, no acesso a cuidados de saúde, nos estudos, no comércio e no turismo. Associação Djunta Mó e outros dirigentes associativos sublinharam que a ausência de ligações aéreas diretas é um dos principais obstáculos às relações bilaterais e à participação plena da diáspora na vida política e social de Cabo Verde.