O urologista Tiago Melo denunciou à Inforpress alegados casos de "perseguição e abuso de poder" por parte da Ordem dos Médicos de Cabo Verde (OMC), que o tem impedido de exercer a especialidade há cerca de oito anos. Melo afirma ter concluído a formação em Urologia na Bielorrússia (2008-2015) e ter o título reconhecido pela Agência Reguladora do Ensino Superior (ARES), mas continua registado apenas como médico clínico geral. Segundo o médico, a OMC exige estágios e exames adicionais que não constam do estatuto em vigor — nomeadamente do artigo 9.º — e baseia decisões em regras que, diz, ainda não foram publicadas no Boletim Oficial. O clínico refere ter realizado três anos de estágio no Hospital Baptista de Sousa e seis meses no Hospital Agostinho Neto em 2023, sem remuneração, e alega que o exame final não foi realizado por alegada indisponibilidade do responsável da especialidade. Melo critica a contratação de especialistas estrangeiros enquanto médicos formados em Cabo Verde ficam sem poder exercer. O processo, que já passou por várias direções da OMC e se manteve sem solução após a eleição do bastonário Barbosa Amado em 2024, foi tornado público pelo médico, que pede a aplicação das regras em vigor ou a sua alteração através dos canais oficiais. A Inforpress contactou a OMC e aguarda resposta.

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