O produtor cultural Jeffery Hessney, vice‑presidente da Associação Mindelact e ligado à companhia de dança Raiz di Polon, alertou para a diminuição do financiamento às artes e para a desvalorização da cultura em Cabo Verde. Em entrevista à Inforpress, Hessney considerou a cultura um “bem essencial” e criticou a tendência de sujeitar as artes às regras de mercado, bem como a disparidade de investimentos entre festivais de música e eventos de artes cénicas. Assinalou que iniciativas como o Mindelact e o Kontornu enfrentam dificuldades financeiras apesar da sua dimensão e relevância internacionais. Hessney reconheceu a visibilidade internacional de artistas cabo‑verdianos, mas frisou que essa projeção não garante a sustentabilidade do setor. No contexto das eleições legislativas de 17 de maio, defendeu um papel ativo da cultura na promoção da cidadania, tanto pela crítica social como pela formação de públicos mais exigentes, e lamentou a fraca participação de artistas no debate político.

82 ARTIGOS



















