Cabo Verde tem registado avanços económicos e sociais nos últimos anos — crescimento médio, redução do desemprego, valorização salarial, reforço da segurança interna e consolidação da credibilidade externa — mesmo num contexto internacional adverso. A análise sublinha que a alternância democrática é um pilar essencial, mas alerta para os riscos de mudanças abruptas que possam interromper ciclos de reformas ainda em consolidação. Defende-se uma postura de continuidade reformista: manter a estabilidade e a previsibilidade necessárias para que políticas públicas produzam resultados sustentáveis, ao mesmo tempo que se respondem desafios persistentes, como o custo de vida, a inclusão social, a qualidade dos serviços públicos e a criação de oportunidades para os jovens. A decisão eleitoral, conclui-se, exige uma ponderação estratégica entre risco e segurança.

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