A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Africa CDC declararam o surto de Ébola associado à estirpe Bundibugyo na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda como uma emergência de saúde pública, devido à escala e à rapidez de propagação. As autoridades reportam cerca de 30 casos confirmados na RDC e dois no Uganda, incluindo uma morte em Kampala, e fontes indicam aproximadamente 130-131 mortos e entre 500 e 513 casos suspeitos. A OMS convocou o comité de emergência e justificou a medida com factores como casos em áreas urbanas (Goma, Bunia, Kampala), mortes entre profissionais de saúde, movimentos populacionais e insegurança na província de Ituri. A estirpe Bundibugyo não dispõe de vacinas ou tratamentos específicos, o que aumenta a preocupação. A organização mobilizou fundos e equipas — totalizando 3,9 milhões de dólares — e o Africa CDC prevê reforçar a coordenação regional, vigilância e capacidade laboratorial. Apelos foram feitos para facilitar a resposta humanitária, incluindo pedidos para reabrir o aeroporto de Goma. Os Estados Unidos anunciaram também reforço de controlos nas fronteiras.