O sistema educativo cabo-verdiano enfrenta uma crise estrutural centrada na carreira docente. O envelhecimento dos professores, associada a elevados níveis de desgaste emocional e stress, tem levado a um aumento dos pedidos de reforma, ao mesmo tempo que faltam novos docentes para os substituir, comprometendo a qualidade do ensino e a capacidade de inovação pedagógica. As reformas exigem intervenções estruturais — desde a revisão dos currículos e da formação inicial e contínua dos professores até à definição de objetivos civícos e sociais do ensino — e a criação de uma Lei de Bases do Sistema Educativo que enquadre políticas a longo prazo. Além disso, apontam-se problemas administrativos: apesar de a lei prever reforma aos 32 anos de serviço, burocracias atrasam a contagem do tempo, obrigando muitos a cumprir 34 anos ou mais. Autores defendem a valorização da carreira, medidas de atração de novos docentes e reconhecimento da docência como profissão de desgaste rápido.

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