A crónica pós‑eleitoral analisa as eleições de 17 de maio e aponta a administração pública cabo‑verdiana como o espelho moral do país. O texto recorda marcas do regime de partido único que se mantêm nas repartições — lentidão, hierarquias, procedimentos obsoletos e práticas que humilham cidadãos e penalizam a economia. Exemplos concretos incluem autorizações arcaicas, atendimento lento em consulados, documentos que 'dormem nas gavetas' e médicos que encaminham para o privado. O autor defende uma reforma profunda: nova ética profissional, cultura de serviço centrada no cidadão, digitalização inteligente, combate à promiscuidade entre público e privado e respeito pela diáspora. A mensagem central é que a democracia continua após as eleições e exige do novo governo coerência, coragem e medidas concretas para um Estado que sirva, não que se sirva.

2 ARTIGOS



















