O Banco de Cabo Verde (BCV) decidiu manter inalteradas as taxas de juro de referência — com a taxa directora em 2,5% — após reunião do Comité de Política Monetária realizada a 5 de maio. O banco salienta que a economia cresceu 6,3% em 2025, que o crédito à economia aumentou 4,8% e que os indicadores prudenciais do sistema bancário permanecem sólidos. Para 2026, o BCV prevê um abrandamento da actividade: numa versão do comunicado antevê um crescimento de 5% enquanto o governador, em conferência com o FMI, apontou para 4,5%, divergência que reflecte diferentes formulações das fontes. A inflação deverá subir para 2,7%, principalmente devido à pressão dos preços internacionais da energia e dos alimentos resultante do agravamento das tensões geopolíticas. As reservas internacionais líquidas atingiram cerca de 1,1 mil milhões de euros (aproximadamente nove meses de importações) e estimam-se em níveis confortáveis, cobrindo cerca de 8,4 meses de importações em 2026. O banco sublinha que se manterá vigilante face aos riscos externos e agendou nova reunião do Comité para 7 de julho de 2026.